
De maneira ampla e diversificada os textos abrem-nos várias possibilidades de analisar a questão das mulheres na filosofia.
"Sendo assim, o que se pretende buscar nas reflexões apresentadas neste livro
não é verdade alguma, mas apenas sua busca. Na discussão sobre as "verdades",
entram em choque a verdade do logos socrático e a verdade nietzscheana, a
verdade-mulher. A verdade não impelida por um desejo de alcançar certezas
últimas e definitivas (...). A superfície-profunda da verdade corporal feminina,
como em Baubo, o demônio feminino grego que personificava os genitais e que
Nietzsche usará para mostrar que a mulher na tradição ocidental é o outro. Esta
mulher como o outro é o que cabe pensar. Esse "outro" da história poderia ser
visto na figura alegoricamente representada da heroína Fedra da peça intitulada
Hipólito (428 a.C.) do dramaturgo grego Eurípedes, que trata da suportabilidade
da paixão que a leva à loucura e à morte (...). Que este livro seja uma abertura
de olhos para a novidade do pensamento filosófico reinventado a cada vez que é
enunciado."
(Mulheres, filosofia ou coisas do gênero / organizadoras, Márcia Tiburi e Bárbara Valle. - Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2008.) .
Nenhum comentário:
Postar um comentário